20 de jun de 2016

Precisamos falar sobre o racismo de cada dia

Negada bacana, tudo bem? Talvez seja um pouco tenso começar a semana falando sobre isso,mas fiquei pensando muito nisso. Pra quem não sabe, sou publicitária e trabalho com gestão de redes sociais em uma agência de publicidade. Tava conversando com uma colega de trabalho e no meio da conversa, começamos a falar sobre as várias vezes que vi a cara do racismo em minha vida.



Essa colega é branca e quando comecei a falar das vezes que riram do cabelo black power da minha mãe, das vezes que me chamaram de moreninha/mulatinha, das vezes que me ignoraram em estabelecimentos e claro,das zilhões de vezes que cabeleireiros me ofereceram químicas alisantes numa total falta de respeito aos meus cachos, ela ficou boquiaberta! Porque pra ela isso - além de absurdo,já que ela não é racista - é surreal. Ela nunca imaginou que isso fosse tão corriqueiro na vida de uma mulher negra. Sei que estas são situações mínimas comparadas com tantas outras que até tiram a vida dos nossos jovens negros. Mas, são situações que nós temos que deixar claro que existem e que nos desrespeitam.



Aí, fiquei pensando nas tantas vezes que tivemos oportunidade para falar do racismo cotidiano e preferimos nos calar. Afinal, envolve sentimentos ruins, memórias desagradáveis. Mas, precisamos falar!  Porque a fala nos deixa mais forte, a fala educa e evita que novos racistas surjam por aí. A fala é um instrumento de luta! E se é pra lutar, vamos lutar! Não somos vitimistas, somos vítimas. Ninguém pode falar sobre racismo (e as terríveis consequências disso em nossas vidas). Somos nós por nós mesmas!



Portanto, fica a dica: não se calem! Não deixe que o racismo alheio te emudeça.  

Até mais!

AnaLu Oliveira

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