22 de mar de 2017

Aprenda a alongar seu crespo com a Gabi!

Negada bacana do meu ❤, tudo certo? Hoje, quero compartilhar com vocês uma dica que vi no canal da Gabi Oliveira, o DePretas. Ela mostra como alongar o cabelo crespo. Mas, caaaalmaaaa...não é pra esticar o cabelo, não! É pra deixar o cabelo crespo mais longo, sem que ele perca suas características. Sacou?


Bom, vou deixar de conversa fiada e deixar o papo com quem entende. Anotem as dicas da Gabi, people!


Agora, é só colocar as dicas da Gabi em prática e arrasar com o black poderoso! 
See ya, negada!

AnaLu Oliveira

21 de mar de 2017

O racismo na ponta da língua: expressões que não devem fazer parte de nosso cotidiano

Dias atrás, a Beyoncé fez uma apresentação lacradora no Grammy Awards. Ostentando sua barriga linda e trazendo referência de divindades africanas, ela fez bonito e a gente aqui aplaudiu (e muito!). Não deixamos passar batido esse momento e fizemos um post na nossa fanpage.


Em meio a muitos comentários ressaltando o quão lindo ficou este look, teve uma leitora que fez um comentário que me surpreendeu.


Refleti bastante diante deste comentário da Liziane e isso me levou a uma outra questão: o racismo e o preconceito presente na linguagem. Porque, muitas vezes, falamos e usamos termos racistas porque se tornaram banais em nosso cotidiano. Mesmo que não seja dito com essa intenção racista (como foi o caso do post), a gente acaba contribuindo para que isso se perpetue. Por isso, fiz uma lista de gírias e expressões racistas presentes em nosso cotidiano que é nosso dever não perpetuar. 

Feito nas coxas: a expressão vem do período da escravidão brasileira. As telhas eram modeladas nas coxas dos negros escravizados. As telhas não saíam com um modelagem uniforme, pois cada indivíduo tem pernas e coxas com tamanhos diferentes. Quando se fala em algo "feito nas coxas", se fala em algo feito de qualquer jeito, sem nenhum zelo, algo mal produzido. 

Não sou tuas negas: esse é o termo que mais me dá raiva e que também remete ao período da escravidão. Muitas mulheres negras foram escravizadas para depois serem violentadas sexualmente. Não ser a nega de alguém é não ser propriedade sexual de uma pessoa. Além de racista, é uma expressão sexista e misógina. 

Dia de preto / Serviço de Preto: duas expressões que são usadas para desqualificar ou depreciar o trabalho de alguém, tal qual um senhor de engenho. Expressões que dispensam explicações e que devem ser abolidas do nosso vocabulário.

Meia tigela: também vinda da época da escravidão, a expressão "meia tigela" era usada para classificar os negros que não batiam as "metas" nos trabalhos forçados nas minas de ouro e, como forma de punição, recebiam meia tigela de comida no final do dia.

No site Geledés há uma lista com outras expressões racistas e preconceituosas muito presentes no cotidiano e que precisam ser retiradas urgentemente. 

E você, lembra de alguma expressão? Conte pra gente!

Muito obrigada, Liziane por ter me alertado para o fato. Gratidão 💕

Até mais, negada!

AnaLu Oliveira

20 de mar de 2017

#DicaDeNegona: Chimamanda Adichie

Salve, negada linda do meu Braseeeel. Tudo ok com vocês? Hoje, quero compartilhar com vocês a minha paixão e admiração por uma escritora F A N T Á S T I C A! Já tinha lido muita coisa sobre ela, assisti um de seus discursos mais famosos e este mês me dei de presente um de seus recentes lançamentos. Sim, people, o papo de hoje é sobre Chimamanda Ngozi Adichie 💕.


Fui ontem na Saraiva (#patrocinaagente) e me deparei com o lançamento "Para educar crianças feministas". Lançado no Brasil pela Companhia das Letras, este livro é um manifesto escrito por Chimamanda em resposta a uma amiga que perguntou a ela como criar sua filha como uma feminista. A autora traz sugestões para que pais e mães eduquem suas crianças livres de estereótipos de gênero, com base em igualdade e justiça. 


É um livro incrível e que nos faz refletir sobre a educação que damos para nossas crianças e até mesmo, a educação que nos deram. Mesmo que você não seja mãe (ou que não tenha planos com maternidade), fatalmente você se verá na narrativa dessa escritora nigeriana maravilhosa!

"Lembro que me diziam quando era criança para 'varrer direito, como uma menina'. O que significava que varrer tinha a ver com ser mulher. Eu preferiria que tivessem apenas 'varrer direito, pois assim vai limpar melhor o chão'. E preferiria que tivessem dito a mesma coisa para os meus irmãos".

"Condicionamos as meninas a aspirarem ao matrimônio e não fazemos o mesmo com os meninos; assim, de partida, já há um desequilíbrio tremendo. As meninas vão crescer e se tornar mulheres preocupadas com o casamento. Os meninos vão crescer e se tornar homens que não são preocupados com o casamento.As mulheres vão casar com esses homens".

Além deste livro, Chimamanda é autora de outros best sellers, como Americanah e Hibisco Roxo. É uma leitura encantadora, enriquecedora e altamente poderosa! 
Recomendo!

E você, já leu este livro da Chimamanda? Tem outras leituras para recomendar? Conte pra gente!

Até mais, negada!
AnaLu Oliveira

8 de mar de 2017

Hoje paramos, mas a luta continua! #8MBrasil

Dia 08 de março é aquele dia em que recebemos homenagens, ganhamos presentes. Flores, bombons, batons, ser chamada de rainha, guerreira, batalhadora e outros adjetivos. Mas, nos demais dias, somos chamadas de vagabundas, putas; nos demais dias, voltamos a ser subalternizadas, violentadas e mortas por sermos MULHERES. 



08 de março é dia de lembrar que ser mulher numa sociedade machista, misógina e racista é um ato de resistência. É bravura! E hoje, em especial, é dia de paralisação. Feministas do mundo todo marcaram para hoje a Parada Internacional das Mulheres. O objetivo é fazer greves para chamar (e incomodar) esse sistema que nos oprime e desvaloriza nossa mão de obra, desrespeita nossos direitos. A sugestão da organização da Parada é que hoje você se organize em sua cidade e faça:

- Parada total, no trabalho ou nas tarefas domésticas e nos papeis sociais como cuidadoras durante a jornada completa;
- Parada de tempo parcial da produção/trabalho por uma ou duas horas;
- Apitaço no horário do almoço ( convide as colegas para as 12:30 ou no horário possível do seu local de trabalho para realizar um apitaço);
Caso não seja possível fazer greve hoje, você pode dar o seu apoio e participar deste movimento de outras formas. 
- use elementos roxos na vestimenta, como fitas ou qualquer acessório;
- Coloquem panos roxos nos carros e nas casas;
- Boicote locais misóginos;
- Não compre nada neste dia;
- Instale mensagem automática de “fora do escritório” no email e explique o porquê;
Além disso, você pode participar das ações que acontecerão nas redes sociais durante todo o dia.
- Participe do twitaço as 12:30 do dia 8 de março com as hashtags: #8m #8mbrasil #paradabrasileirademulheres #euparo;
- Grave vídeos de toda a intervenção que fizerem no 8 de março com as hashtags: #8m #8mbrasil #paradabrasileirademulheres #euparo;
- Mude a foto de perfil com um Twibbon:
Fortaleça esta luta que é de todas nós! Faça parte deste movimento. E porquê lutar? 
- O Brasil é o quinto país do mundo no ranking de feminicídios: 4,8 para 100 mil mulheres
- Em 10 anos, o índice de mulheres negras assassinadas no Brasil cresceu 54%
- Segundo as Diretrizes Nacionais, as motivações baseadas em gênero que podem estar por trás de episódios violentos: sentimento de posse sobre a mulher; controle sobre seu corpo, desejo e autonomia; limitação da sua emancipação profissional, econômica, social ou intelectual; tratamento da mulher como objeto sexual; e manifestações de desprezo e ódio pela mulher e por sua condição de gênero.
- 85% das mulheres brasileiras tem medo de sofrer violência sexual
- 3 em cada 5 mulheres jovens já sofreram algum tipo de violência nos relacionamentos
- 26% das mulheres vítimas de violência doméstica são obrigadas a viver com seus agressores
Esse problema não é de uma, é de todas nós! Essa luta é por nós mesmas, por nossas filhas, netas,sobrinhas, amigas, mães, irmãs, colegas de trabalho. Lutar é garantir um futuro melhor para todas nós. 
#NenhumaAmenos
#NenhumDireitoAmenos
AnaLu Oliveira

7 de mar de 2017

Não caia no conto da democracia racial, mores!

Negada, dias atrás teve um caloroso debate sobre apropriação cultural. Nem sei se é possível chamar aquilo de debate; o que vi foi mais uma tentativa de reduzir as questões de negritude a coisas banais. Banalizar o turbante (e tudo aquilo que ele representa e significa), assim como banalizam tudo que é da cultura afro. Apenas mais uma vez o racismo mostrando a sua face em nosso cotidiano. Mas, se o racismo insiste, a gente resiste!

Como eu me sinto quando alguém
vem com esse papo de "democracia racial"

Um dos argumentos mais absurdos que ouvi foi esse de que o Brasil tem uma democracia racial, que negros e brancos vivem em harmonia em nosso país. Não, não vivemos. A gente sabe que a nossa carne no mercado é a mais barata. E sobre essa questão de apropriação cultural, deixo aqui as palavras da Djamila Ribeiro (uma filósofa negra fodástica, vocês PRECISAM ler esta mulher!) para que fique claro que acreditar que isso não é nada de mais é a maior cilada EVER

Precisamos entender como o sistema funciona. Por exemplo: durante muito tempo, o samba foi criminalizado, tido como coisa de “preto favelado”, mas, a partir do momento que se percebe a possibilidade de lucro do samba, a imagem muda. E a imagem mudar significa que se embranquece seus símbolos e atores para com o objetivo de mercantilização. Para ganhar dinheiro, o capitalista coloca o branco como a nova cara do samba. Por que isso é um problema? Porque esvazia de sentido uma cultura com o propósito de mercantilização ao mesmo tempo em que exclui e invisibiliza quem produz. Essa apropriação cultural cínica não se transforma em respeito e em direitos na prática do dia-a-dia. Mulheres negras não passaram a ser tratadas com dignidade, por exemplo, porque o samba ganhou o status de símbolo nacional. E é extremamente importante apontar isso: falar sobre apropriação cultural significa apontar uma questão que envolve um apagamento de quem sempre foi inferiorizado e vê sua cultura ganhando proporções maiores, mas com outro protagonista
Djamila Ribeiro é mestra em Filosofia Política, foi secretária adjunta de
Direitos Humanos em São Paulo. É militante feminista e em suas
 redes sociais fala de negritude, dentre outros assuntos.
Siga esta mulher #ficaadica #soufã
Quando falamos de apropriação, falamos de apagamento e extermínio. Extermínio da juventude negra, extermínio de nós mesmos. Democracia racial não existe e a apropriação cultural é só mais um meio para nos apagar nesta sociedade nada democrática e totalmente racista. 
Para concluir melhor o assunto, deixo aqui o vídeo da Nátaly Neri, do canal Afros e Afins sobre apropriação cultural! 

E vocês, o que pensam a respeito? Siga o Moda de Negona no Twitter, Instagram e dê aquele joinha maroto em nossa fanpage!
See ya, negada!
AnaLu Oliveira

6 de mar de 2017

O tempo pede mudanças. E assim será: TUDO NOVO!

Quando o Moda de Negona foi criado (em 2011), eu estava em uma agência de publicidade gerenciando as redes sociais de uma grife de moda. Lia muita coisa sobre moda, tendências, maquiagem, cabelo, acessórios. No meio de tanta informação, um incômodo sempre presente: não me ver naqueles tutoriais, não me identificar com tudo aquilo. Entre eu e as modelos das revistas e blogs não havia nada em comum. E foi por não me ver representada que eu e minhas amigas criamos o blog (e os demais canais que vieram).

De lá pra cá, muita coisa mudou. Naquela época, a questão de representatividade me incomodava muito. Isso ainda me incomoda. Mas, hoje vejo que o problema é bem maior e mais profundo. Falar de negritude e moda envolve muitas outras coisas. Envolve falar de racismo, de autoestima, de solidão, de feminismo, de gênero. Por um tempo, achei que não era necessário trazer tais questões para o blog. Hoje, entendo que isso é imprescindível. 

Eu não sou aquela publicitária indignada porque só via mulheres brancas na Vogue, Capricho e Cosmo. E sei que vocês também não são as mesmas. Nós mudamos. E o Moda de Negona também vai mudar.

Vamos falar de moda? Sim! Mas, vamos falar também sobre feminismo e outros temas que estão presentes em nossas vidas. Não posso mais me esquivar da minha responsabilidade em fortalecer a luta das mulheres negras. 

Estamos de volta, negada!
Pra valer, de verdadinha!

Até mais!

AnaLu Oliveira

28 de out de 2016

#DicaDeNegona: como eliminar o mofo do cabelo?

Negada bacana, precisamos falar sobre algo muito sério e nocivo para nosso cabelo: mofo! Antes de mais nada, é preciso deixar uma coisa bem clara aqui: qualquer cabelo (liso, crespo, ondulados...) pode mofar. O que causa o mofo é a não circulação de ar enquanto o cabelo está molhado. Cabelo molhado que permanece preso por muito tempo, mofa? Sim! Cabelo que fica molhado com frequência, mofa? Sim! 

Pra ajudar a gente a tratar o mofo, a Beatriz Andrade (do canal Jeitinho Próprio) fez um vídeo ótimo contando tudo! Aperta o play e confira as dicas:



Curtiu? Então, bora aproveitar esse dia lindo para cuidar dos nossos cachos!

Até mais, negada!

AnaLu Oliveira
@modadenegona