26 de jun de 2017

Mães pretas na web: dicas de canais sobre maternidade e negritude!

Salve salve, negada bacana do meu Braseeeeel! Tudo certo por aí? Sei que aqui temos muitas mulheres incríveis que são mães. Eu não tenho filhos humanos (ainda!), mas acompanho algumas mães aqui na web que são sensacionais! E é sobre elas que eu quero falar hoje: sobre mães pretas!
Acredito que ter uma rede de apoio é fundamental para que as mulheres possam lidar com menos culpa e mais amor com a maternidade. Mães de mães, avós, amigas e demais mulheres experientes podem fazer parte dessa rede de apoio. Portanto, deixo aqui alguns perfis de mães pretas incríveis que podem fazer parte dessa rede de apoio, com seus relatos diários e suas experiências maternas. 
Mas, não vá pensando que estas mães falam sobre maternidade com aquele tom romântico que a gente vê nos filmes. É maternidade real, com criança dando birra, com dilemas maternos e tudo mais. E claro, com muito amor. 
Bora lá!

1- Fernanda Alves, do @soshopaholic


A Fê é mãe da Ana Elis, uma menina linda de 3 anos. A Fê é do Rio de Janeiro e no seu insta ela conta o dia-a-dia de uma mãe que trabalha, leva filha pra escola, faz exercícios e tudo mais. Ah, ela tem um canal ótimo no Youtube. Tem muitos vídeos legais pra mães! Além disso, a Fê tem compartilhado looks maravilhosos com uma pegada sustentável e prática. Vale a pena conferir! Inscrevam-se!

2- Xan Ravelli, do Soul Vaidosa


Se você quer saber como é a vida de quem tem duas crianças lindas, cole na Xan Ravelli! Mãe da Jade e do Rael, a Xan fala sobre questões de gênero,feminismo e racismo na infância. Fala também sobre as obrigações sociais que são impostas para as mães. No insta dela, você pode ver Rael brincando com bonecas e Jade jogando futebol. E qual é o problema nisso? NENHUM! E é isso que Xan Ravelli nos mostra: as crianças podem ser mais felizes e autênticas sendo apenas crianças livres dessas regras opressoras que fazem meninas se afastarem de esportes e meninos ocultarem seus sentimentos desde pequenos. Assim como a Fê, a Xan tem um canal incrível no Youtube. Se inscrevam já!

3- SaOllebar, do PretaPariu


A SaOllebar é mãe de 4 crianças lindas! Além de falar sobre como é ser mãe, SaOllebar fala sobre questões raciais, feminismo e dicas de belezas para mães pretas. O canal da SaOllebar no Youtube é um dos meus preferidos e eu recomendo que vocês se inscrevam. 

E você, conhece alguma mãe preta que está aqui na web? Deixe sua dica aqui nos comentários! Aproveite para compartilhar este post com aquela mãe que você conhece e que precisa de uma ajuda para se livrar da culpa materna.

Até mais, negada!
AnaLu Oliveira
@modadenegona 

21 de jun de 2017

Sobre cortar o cabelo e ser feliz: como escolher o corte perfeito para você!

Salve salve, negada linda e bacana! Bom, quem acompanha a gente no #InstaStories sabe que eu tomei coragem e cortei meu cabelo (se você não segue a gente no Insta, pode colar lá @modadenegona). Dessa vez, eu cortei bem curto, como nunca antes na história desse país eu tinha cortado.



E é sobre isso que eu quero falar hoje. Primeiro porque sempre que eu resolvo cortar o cabelo, sempre tem alguém pra falar:

1- "Noooossaaaa, mas seu marido não acha ruim você cortar o cabelo assim não?"

2- "Quer aproveitar pra fazer uma selagem não? Pra dar uma reduzida no volume e ficar mais fácil pra você arrumar o cabelo, que tal?"

O que as pessoas não falam nos salões (na maioria dos que já passei) é que nosso cabelo é parte de nossa essência. Ele faz parte da nossa personalidade, da nossa ancestralidade, do nosso ser. Eu acho cabelo longo lindo, mas não combina em NADA com o meu jeito de ser. Um ser humano mega extrovertido, que fala pelos cotovelos (há uma razão pra eu trabalhar com redes sociais, né gentes?)
Se você quer cortar o cabelo, dar uma renovada no visual, seguem algumas dicas:

1- Pegue indicações de profissionais
Na hora de escolher quem vai cortar seu cabelo, confira algumas indicações de amigas e pessoas que possuem o mesmo tipo de cabelo que o seu. Pra que você entregue essa missão importante pra quem sabe lidar com as particularidades do seu cabelo. 

2- Faça do Pinterest o seu melhor amigo
Gente, se você for que nem eu (libriana das mais indecisas), faça pesquisas no Pinterest! Eu achei uma pasta linda com cortes de cabelos incríveis. Converse com o profissional que vai cortar seu cabelo e mostre as suas opções de corte.

3- Não tenha medo!
Seja pelos palpites desnecessários e descabidos, seja pela incerteza do que virá, muita gente acaba com medo de cortar e no final das contas pede pra cortar as pontas apenas. Mas, não tenha medo de cortar seu cabelo. Cabelo cresce, gente! E correr o risco de ficar linda e renovada vale a pena <3 

Portanto, se você não se sente bem com o seu cabelo e quer mudar o look, não tenha medo! Se joga! Ahhhh, não esquece de mostrar pra gente como ficou,tá? Use a tag #modadenegona nas redes sociais. 
Conte pra gente: qual corte de cabelo te faz feliz? 

Até mais, negada!
AnaLu Oliveira
@modadenegona

10 de mai de 2017

Dear White People: a série que todo mundo tem que assistir!

Gente, se você está nesse planeta de meu Deus e é negro, você PRECISA assistir Dear White People! Esse seriado da Netflix (coisa maravilhosa!) é simplesmente um dos melhores seriados que já vi até hoje na vida! E não tô falando isso por mera empolgação ou coisa do tipo; falo porque este foi um dos seriados que melhor me representou enquanto mulher negra.

Cena de Dear White People

Apesar do título se referir a pessoas brancas, Dear White People traz várias questões ligadas a negritude. Solidão, racismo, hipersexualização, homoafetividade, violência são algumas destas questões tão bem representadas em 10 lindos episódios de um seriado foda, simplesmente FODA!

Bom, eu não vou conseguir falar mais sem dar spoiler e, por isso, vou deixar aqui o vídeo da musa Nataly Neri, do canal Afros e Afins, que fala justamente sobre Dear White People.


É um seriado tão bom que eu assisti em um dia só e já tô muito ansiosa para uma próxima temporada. Saca só o trailer, negada!


Bom, acho que já tem argumento suficiente pra você fazer aquela maratona esperta, não é mesmo? Quando terminar de assistir, conta pra mim o que você achou do seriado!

Até mais, negada!
AnaLu Oliveira

22 de mar de 2017

Aprenda a alongar seu crespo com a Gabi!

Negada bacana do meu ❤, tudo certo? Hoje, quero compartilhar com vocês uma dica que vi no canal da Gabi Oliveira, o DePretas. Ela mostra como alongar o cabelo crespo. Mas, caaaalmaaaa...não é pra esticar o cabelo, não! É pra deixar o cabelo crespo mais longo, sem que ele perca suas características. Sacou?


Bom, vou deixar de conversa fiada e deixar o papo com quem entende. Anotem as dicas da Gabi, people!


Agora, é só colocar as dicas da Gabi em prática e arrasar com o black poderoso! 
See ya, negada!

AnaLu Oliveira

21 de mar de 2017

O racismo na ponta da língua: expressões que não devem fazer parte de nosso cotidiano

Dias atrás, a Beyoncé fez uma apresentação lacradora no Grammy Awards. Ostentando sua barriga linda e trazendo referência de divindades africanas, ela fez bonito e a gente aqui aplaudiu (e muito!). Não deixamos passar batido esse momento e fizemos um post na nossa fanpage.


Em meio a muitos comentários ressaltando o quão lindo ficou este look, teve uma leitora que fez um comentário que me surpreendeu.


Refleti bastante diante deste comentário da Liziane e isso me levou a uma outra questão: o racismo e o preconceito presente na linguagem. Porque, muitas vezes, falamos e usamos termos racistas porque se tornaram banais em nosso cotidiano. Mesmo que não seja dito com essa intenção racista (como foi o caso do post), a gente acaba contribuindo para que isso se perpetue. Por isso, fiz uma lista de gírias e expressões racistas presentes em nosso cotidiano que é nosso dever não perpetuar. 

Feito nas coxas: a expressão vem do período da escravidão brasileira. As telhas eram modeladas nas coxas dos negros escravizados. As telhas não saíam com um modelagem uniforme, pois cada indivíduo tem pernas e coxas com tamanhos diferentes. Quando se fala em algo "feito nas coxas", se fala em algo feito de qualquer jeito, sem nenhum zelo, algo mal produzido. 

Não sou tuas negas: esse é o termo que mais me dá raiva e que também remete ao período da escravidão. Muitas mulheres negras foram escravizadas para depois serem violentadas sexualmente. Não ser a nega de alguém é não ser propriedade sexual de uma pessoa. Além de racista, é uma expressão sexista e misógina. 

Dia de preto / Serviço de Preto: duas expressões que são usadas para desqualificar ou depreciar o trabalho de alguém, tal qual um senhor de engenho. Expressões que dispensam explicações e que devem ser abolidas do nosso vocabulário.

Meia tigela: também vinda da época da escravidão, a expressão "meia tigela" era usada para classificar os negros que não batiam as "metas" nos trabalhos forçados nas minas de ouro e, como forma de punição, recebiam meia tigela de comida no final do dia.

No site Geledés há uma lista com outras expressões racistas e preconceituosas muito presentes no cotidiano e que precisam ser retiradas urgentemente. 

E você, lembra de alguma expressão? Conte pra gente!

Muito obrigada, Liziane por ter me alertado para o fato. Gratidão 💕

Até mais, negada!

AnaLu Oliveira

20 de mar de 2017

#DicaDeNegona: Chimamanda Adichie

Salve, negada linda do meu Braseeeel. Tudo ok com vocês? Hoje, quero compartilhar com vocês a minha paixão e admiração por uma escritora F A N T Á S T I C A! Já tinha lido muita coisa sobre ela, assisti um de seus discursos mais famosos e este mês me dei de presente um de seus recentes lançamentos. Sim, people, o papo de hoje é sobre Chimamanda Ngozi Adichie 💕.


Fui ontem na Saraiva (#patrocinaagente) e me deparei com o lançamento "Para educar crianças feministas". Lançado no Brasil pela Companhia das Letras, este livro é um manifesto escrito por Chimamanda em resposta a uma amiga que perguntou a ela como criar sua filha como uma feminista. A autora traz sugestões para que pais e mães eduquem suas crianças livres de estereótipos de gênero, com base em igualdade e justiça. 


É um livro incrível e que nos faz refletir sobre a educação que damos para nossas crianças e até mesmo, a educação que nos deram. Mesmo que você não seja mãe (ou que não tenha planos com maternidade), fatalmente você se verá na narrativa dessa escritora nigeriana maravilhosa!

"Lembro que me diziam quando era criança para 'varrer direito, como uma menina'. O que significava que varrer tinha a ver com ser mulher. Eu preferiria que tivessem apenas 'varrer direito, pois assim vai limpar melhor o chão'. E preferiria que tivessem dito a mesma coisa para os meus irmãos".

"Condicionamos as meninas a aspirarem ao matrimônio e não fazemos o mesmo com os meninos; assim, de partida, já há um desequilíbrio tremendo. As meninas vão crescer e se tornar mulheres preocupadas com o casamento. Os meninos vão crescer e se tornar homens que não são preocupados com o casamento.As mulheres vão casar com esses homens".

Além deste livro, Chimamanda é autora de outros best sellers, como Americanah e Hibisco Roxo. É uma leitura encantadora, enriquecedora e altamente poderosa! 
Recomendo!

E você, já leu este livro da Chimamanda? Tem outras leituras para recomendar? Conte pra gente!

Até mais, negada!
AnaLu Oliveira

8 de mar de 2017

Hoje paramos, mas a luta continua! #8MBrasil

Dia 08 de março é aquele dia em que recebemos homenagens, ganhamos presentes. Flores, bombons, batons, ser chamada de rainha, guerreira, batalhadora e outros adjetivos. Mas, nos demais dias, somos chamadas de vagabundas, putas; nos demais dias, voltamos a ser subalternizadas, violentadas e mortas por sermos MULHERES. 



08 de março é dia de lembrar que ser mulher numa sociedade machista, misógina e racista é um ato de resistência. É bravura! E hoje, em especial, é dia de paralisação. Feministas do mundo todo marcaram para hoje a Parada Internacional das Mulheres. O objetivo é fazer greves para chamar (e incomodar) esse sistema que nos oprime e desvaloriza nossa mão de obra, desrespeita nossos direitos. A sugestão da organização da Parada é que hoje você se organize em sua cidade e faça:

- Parada total, no trabalho ou nas tarefas domésticas e nos papeis sociais como cuidadoras durante a jornada completa;
- Parada de tempo parcial da produção/trabalho por uma ou duas horas;
- Apitaço no horário do almoço ( convide as colegas para as 12:30 ou no horário possível do seu local de trabalho para realizar um apitaço);
Caso não seja possível fazer greve hoje, você pode dar o seu apoio e participar deste movimento de outras formas. 
- use elementos roxos na vestimenta, como fitas ou qualquer acessório;
- Coloquem panos roxos nos carros e nas casas;
- Boicote locais misóginos;
- Não compre nada neste dia;
- Instale mensagem automática de “fora do escritório” no email e explique o porquê;
Além disso, você pode participar das ações que acontecerão nas redes sociais durante todo o dia.
- Participe do twitaço as 12:30 do dia 8 de março com as hashtags: #8m #8mbrasil #paradabrasileirademulheres #euparo;
- Grave vídeos de toda a intervenção que fizerem no 8 de março com as hashtags: #8m #8mbrasil #paradabrasileirademulheres #euparo;
- Mude a foto de perfil com um Twibbon:
Fortaleça esta luta que é de todas nós! Faça parte deste movimento. E porquê lutar? 
- O Brasil é o quinto país do mundo no ranking de feminicídios: 4,8 para 100 mil mulheres
- Em 10 anos, o índice de mulheres negras assassinadas no Brasil cresceu 54%
- Segundo as Diretrizes Nacionais, as motivações baseadas em gênero que podem estar por trás de episódios violentos: sentimento de posse sobre a mulher; controle sobre seu corpo, desejo e autonomia; limitação da sua emancipação profissional, econômica, social ou intelectual; tratamento da mulher como objeto sexual; e manifestações de desprezo e ódio pela mulher e por sua condição de gênero.
- 85% das mulheres brasileiras tem medo de sofrer violência sexual
- 3 em cada 5 mulheres jovens já sofreram algum tipo de violência nos relacionamentos
- 26% das mulheres vítimas de violência doméstica são obrigadas a viver com seus agressores
Esse problema não é de uma, é de todas nós! Essa luta é por nós mesmas, por nossas filhas, netas,sobrinhas, amigas, mães, irmãs, colegas de trabalho. Lutar é garantir um futuro melhor para todas nós. 
#NenhumaAmenos
#NenhumDireitoAmenos
AnaLu Oliveira